Olho à janela fechada
E penso no que perco lá fora,
Olho para a porta trancada a chave
E entristeço...
:- A esperança? É... De não haver mais nada de belo lá fora.
A minha esperança é que eu tenha realmente tudo que preciso , todos os dias, do meu lado,
Às vezes me da até uma curiosidade de saber se ainda restam rosas, se ainda há jardim.
Mas os meus dias parecem ser tão completos,
:- E se isso não for felicidade? Creio que deve ser o mais perto, então!
Fazer café todos os dias para meu velho e ouvi-lo reclamar dia após dia das noticias do mesmo velho jornal que ele lê ha décadas...
Reflexão em cima do texto “Em quanto isso, as flores” de Jefferson Almeida (Notações sobre o tempo).
